Papa: “A Bíblia como o celular, sempre conosco para lermos as mensagens”

Cidade do Vaticano (RV) – “Durante os quarenta dias da Quaresma, nós cristãos somos convidados a usar a força da Palavra de Deus na batalha espiritual contra o Mal”: esta foi a recomendação feita pelo Papa aos fiéis neste I Domingo de Quaresma, 5 de março.

 

Antes de rezar a oração mariana do Angelus neste final de inverno chuvoso na Praça de São Pedro, Francisco comentou a passagem do Evangelho de Mateus que narra como Jesus venceu as tentações e artimanhas sugeridas pelo Diabo: com a Palavra de Deus.

 

Naquela ocasião, Jesus enfrentou o diabo ‘corpo a corpo’. Às três tentações de Satanás para tentar impedi-lo de cumprir a sua missão, Ele respondeu com a Palavra e, com a força do Espírito Santo, saiu vitorioso do deserto.

“Por isso – disse o Pontífice – é preciso conhecer bem, ler, meditar e assimilar a Bíblia, pois a Palavra de Deus é sempre ‘atual e eficaz’.

A Bíblia como o celular

“O que aconteceria se usássemos a Bíblia como usamos o nosso celular? Se a levássemos sempre conosco (ou pelo menos um Evangelho de bolso), o que aconteceria? Se voltássemos quando a esquecemos, se a abríssemos várias vezes por dia; se lêssemos as mensagens de Deus contidas na Bíblia como lemos as mensagens em nosso celular, o que aconteceria?. É uma comparação paradoxal, mas faz pensar…”

“Com efeito, concluiu, se tivéssemos a Palavra de Deus sempre no coração, nenhuma tentação poderia nos afastar de Deus e nenhum obstáculo poderia nos desviar no caminho do bem; saberíamos vencer as propostas do Mal que está dentro e fora de nós; e seríamos mais capazes de viver uma vida ressuscitada segundo o Espírito, acolhendo e amando nossos irmãos, especialmente os mais frágeis e carentes, inclusive nossos inimigos”.

Tempo de conversão

Depois de rezar o Angelus e abençoar os fiéis, o Papa lembrou que o caminho de conversão da Quaresma requer de nós muita oração, jejum e obras de caridade. E concluindo, pediu a todos que rezem por ele e seus colaboradores, que durante esta semana estarão em Ariccia, (localidade fora de Roma) fazendo exercícios espirituais.

(CM)

Rádio Vaticano

 

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Cristo Bom Pastor, modelo mais alto de amor ao rebanho

 

Cidade do Vaticano (RV) – Neste IV Domingo de Páscoa, após ordenar 19 sacerdotes na Basílica vaticana, o Papa Francisco assomou à janela do apartamento Pontifício para recitar a Oração do Regina Coeli na presença dos milhares de peregrinos presentes na Praça São Pedro. Em sua reflexão, que precede a oração, o Santo Padre falou de Jesus como o ‘Bom Pastor’, como recorda a liturgia deste domingo.

Cristo é pastor verdadeiro, disse o Papa, pois ao oferecer livremente a própria vida, “realiza o modelo mais alto de amor pelo rebanho”. Em contraposição ao verdadeiro, Francisco explica que o falso pastor “pensa em si mesmo e explora as ovelhas”. O bom pastor, pelo contrário, “pensa nas ovelhas e doa a si mesmo”:

“Diferentemente do mercenário, Cristo pastor é um guia atento que participa da vida de seu rebanho, não busca outro interesse, não tem outra ambição do que guiar, nutrir, proteger as suas ovelhas. E tudo isto ao preço mais alto, o do sacrifício de sua própria vida”.

O Papa explicou, que na figura de Jesus, pastor bom, podemos “contemplar a Providência de Deus, a sua solicitude paterna por cada um de nós”:

“É realmente um amor surpreendente e misterioso, porque dando-nos Jesus como Pastor que dá a vida por nós, o Pai nos deu tudo aquilo que de maior e precioso poderia nos dar! É o amor mais alto e mais puro, porque não é motivado por nenhuma necessidade, não é condicionado por nenhum cálculo, não é motivado por nenhum interessado desejo de troca. Diante deste amor de Deus, nós experimentamos uma alegria imensa e nos abrimos ao reconhecimento por aquilo que recebemos gratuitamente”.

Mas somente contemplar e agradecer não basta – advertiu Francisco, “é necessário seguir o Bom Pastor”, especialmente aqueles que têm a missão de guia na Igreja, como sacerdotes, Bispos, Papas:

“São chamados a assumir, não a mentalidade do administrador, mas a de servo, à imitação de Jesus que, despojando-se de si mesmo, nos salvou com a sua misericórdia. A este estilo pastoral, de Bom Pastor, são chamados também os novos sacerdotes da Diocese de Roma, que tive a alegria de ordenar esta manhã na Basílica de São Pedro”.

O Santo Padre conclui, pedindo a Maria Santíssima que conceda para ele, para os bispos e para os sacerdotes de todo o mundo a graça de servir o povo santo de Deus, mediante a “gloriosa pregação do Evangelho, a celebração dos Sacramentos e a paciente e humilde guia pastoral”.

Jesus e o cordeiro

 

Rádio Vaticano

 

 

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Angelus: Jesus é o caminho da felicidade

images (88)Domingo, 1 de março, na Praça de S. Pedro grande multidão escutou a reflexão do Papa Francisco neste que é o II Domingo da Quaresma. A liturgia oferece-nos a passagem da Transfiguração que se coloca no cume do ministério público de Jesus:

“Ele está em caminho para Jerusalém onde se cumprirão as profecias do “Servo de Deus” e se consumará o seu sacrifício redentor. As multidões, perante a perspetiva de um Messias que contrasta com as suas expetativas terrenas, abandonaram-no.”

Jesus mostra, então, a Pedro, Tiago e João uma antecipação da sua glória, para os confirmar na fé e encorajá-los a segui-Lo no caminho da Cruz.

“Sobre um alto monte, emerso na oração, transfigura-se perante eles: o seu rosto e toda a sua pessoa irradiam uma luz fulgurante. Os três discípulos estão assustados, enquanto uma nuvem os envolve e ressoa do alto – como no Batismo no Jordão – a voz do Pai: “Este é o meu Filho muito amado: escutai-O” (Mc 9,7).

É o cumprimento da revelação. Ao lado de Jesus aparecem Moisés e Elias que representam a Lei e os Profetas. O significado para os discípulos e para nós é este: Escutar Jesus pois ele é o Salvador – afirmou o Santo Padre – e assim assumirmos a lógica do mistério pascal. E o Papa Francisco exortou os fiéis a não esqueceram que Jesus é o caminho da felicidade:

“Não esqueçais: o caminho de Jesus sempre nos leva à felicidade! Haverá pelo meio uma cruz, as provações, mas no final sempre nos leva à felicidade. Jesus não nos engana! Prometeu-nos a felicidade e vai dá-la se nós formos nos seus caminhos.”

Após a oração do Angelus o Papa Francisco condenou a “brutalidade intolerável” dos que atacam a comunidade cristã na Síria e no Iraque, apelando à solidariedade da comunidade internacional para com as vítimas:

“Infelizmente, não deixam de chegar notícias dramáticas da Síria e do Iraque, relativas a violência, sequestros de pessoas e abusos que atingem cristãos e outros grupos.”

O Santo Padre assegurou a sua proximidade oferecendo as suas orações nos Exercícios Espirituais desta semana juntamente com a Cúria Romana e pediu aos membros da Curia para que ajudem a aliviar os sofrimentos na medida das suas possibilidades.

O Papa Francisco recordou também a Venezuela que está a viver novamente momentos de aguda tensão, O Santo Padre assegurou a sua oração pelas vítimas em particular por um rapaz assassinado há dias em São Cristobal. O Papa exortou todos à recusa da violência e ao respeito da dignidade de cada pessoa e da sacralidade da vida humana. O Santo Padre confiou a Venezuela à materna intercessão de Nossa Senhora de Coromoto.

O Papa a todos desejou um bom domingo e um bom almoço.

Rádio Vaticano

 

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Papa: Quaresma, tempo de “corpo a corpo” contra o mal

A Quaresma é um tempo de luta contra as insídias do demónio e desta luta nasce a conversão dos corações –disse o Papa Francisco durante o Angelus na Praça de São Pedro, no fim do qual o Papa fez distribuir aos presentes um pequeno subsídio para a reflexão pessoal na Quaresma. Além disso, o Papa anunciou que na próxima semana estará em retiro para viver os Exercícios espirituais.

Aos milhares de fiéis reunidos na Praça de S. Pedro para a oração mariana do Angelus o Papa Francisco falou antes de tudo da Quaresma iniciada na última quarta-feira, tempo litúrgico que se refere aos quarenta dias passados por Jesus no deserto após o seu baptismo no Jordão. Com palavras muito simples, disse Francisco, o Evangelista Marcos descreve a prova enfrentada voluntariamente por Jesus, antes de iniciar a sua missão messiânica, uma prova da qual o Senhor sai vitorioso e que o  prepara para anunciar o Evangelho do Reino de Deus. Ele, naqueles 40 dias de solidão, enfrentou Satanás “corpo a corpo”, desmascarando as suas tentações, e o venceu, disse o Papa Francisco, explicando o sentido deste I domingo:

“A Igreja faz-nos recordar este mistério ao início da Quaresma, porque esse nos dá a perspectiva e o sentido deste tempo, que é tempo de combate espiritual contra o espírito do mal. E enquanto atravessamos o “deserto” quaresmal, mantemos o nosso olhar para a Páscoa, que é a vitória definitiva de Jesus contra o Maligno, contra o pecado e contra a morte. Eis pois o significado deste primeiro domingo da Quaresma: colocar-nos com determinação no caminho de Jesus, na estrada que conduz à vida”.

Esta estrada – prosseguiu o Papa – passa pelo deserto, e o deserto é o lugar onde se pode escutar a voz de Deus e a voz do tentador. No barulho e na confusão, reiterou, isto não se pode fazer; ouvem-se apenas vozes superficiais, ao passo que no deserto podemos descer em profundidade, onde se joga verdadeiramente o nosso destino, a vida ou a morte:

“E como escutamos a voz de Deus? Ouvimo-la na sua Palavra. E por isso é importante conhecer as Escrituras, porque senão nós não saberemos responder às insídias do maligno. E aqui gostaria de voltar ao meu conselho de cada um ler todos os dias Evangelho, meditá-lo um pouco, uns dez minutos, e também trazê-lo sempre connosco no bolso, ter o Evangelho na mão. O deserto quaresmal nos ajuda a dizer ‘não’ à mundanidade, aos “ídolos”, ajuda-nos a fazer escolhas corajosas de acordo com o Evangelho e a reforçar a solidariedade para com os irmãos”.

E o Papa convidou a todos a entrar sem medo no deserto, pois não estamos sozinhos: estamos com Jesus, com o Pai e o Espírito Santo. E mais, como foi para Jesus, é mesmo o Espírito Santo que nos guia no caminho quaresmal, o mesmo Espírito que desceu sobre Jesus e que nos foi dado no Baptismo. A Quaresma é, portanto, disse ainda o Papa Francisco, um tempo privilegiado que nos deve levar a tomar cada vez mais consciência que o Espírito Santo que recebemos no Baptismo, operou e pode operar ainda hoje em nós e, no fim do caminho quaresmal, ou seja na Vigília Pascal, poderemos renovar com maior consciência a aliança baptismal e os compromissos que dela derivam.

E o Papa invocou a Virgem Santa, modelo de docilidade ao Espírito, para que ajude a todos a deixar-se guiar por Ele, que quer fazer de cada um de nós uma “nova criatura”, tendo acrescentado:

“A ela confio em particular a semana de Exercícios Espirituais, que terá início esta tarde, e na qual vou participar juntamente com os meus colaboradores da Cúria Romana. Peço-vos que nos acompanheis com as vossas orações”.

Depois das ave-marias do Angelus e cordiais saudações às famílias, grupos paroquiais, associações e todos os peregrinos provenientes de Roma, da Itália e de diversas partes do mundo (e em particular os fiéis de Nápoles, Cosenza e Verona e os rapazes de Seregno vindos para a profissão da fé), o Papa fez um presente particular aos fiéis reunidos na Praça de S. Pedro, dizendo:

“A Quaresma é um caminho de conversão que tem como centro o coração. Por isso, neste primeiro domingo, pensei em dar-vos como presente a vós que estais aqui na praça, um pequeno livrinhos de bolso intitulado “Guarda o coração.” Este livrinho reúne alguns ensinamentos de Jesus e os conteúdos essenciais da nossa fé, como por exemplo os sete sacramentos, os dons do Espírito Santo, os Dez Mandamentos, as virtudes, as obras de misericórdia … Agora será distribuído pelos voluntários, entre os quais estão muitas pessoas sem-abrigo que vieram em peregrinação. Pegue um livrinho cada qual e levai-o convosco, como apoio para a conversão e o crescimento espiritual, que parte sempre do coração: lá onde se joga o jogo das escolhas quotidianas entre o bem e o mal, entre mundanidade e Evangelho, entre indiferença e partilha. A humanidade precisa de justiça e paz, e só poderá tê-las se se voltar com todo o coração para Deus, fonte de justiça e paz”.

O Papa terminou desejando bom domingo a todos e pedindo que não se esqueçam de rezar por ele e, como habitualmente, concluiu:

 

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Ao meio-dia deste domingo dia 14 de dezembro o Papa Francisco recitou o Angelus da Janela do Palácio Apostólico. Começou por recordar que o Advento neste III Domingo propõe-nos como atitude a alegria. Mas qual é a alegria que o cristão é chamado a viver e a testemunhar? – perguntou o Santo Padre:

“É aquela que vem da proximidade de Deus, da sua presença na nossa vida. Desde que Jesus entrou na nossa história, com o seu nascimento em Belém, a humanidade recebeu o gérmen do Reino de Deus, como um terreno que recebe a semente, promessa de uma colheita futura. Não é preciso procurar noutro sítio! Jesus veio trazer a alegria a todos e para sempre. Não se trata de uma alegria apenas experimentada e reenviada ao Paraíso mas uma alegria real e experimentável agora, porque Jesus é , Ele próprio, a nossa alegria e a nossa paz.”

“Com Jesus a alegria está em casa.”

“Ele está vivo, é o Ressuscitado e opera em nós e entre nós especialmente com a Palavra e os Sacramentos.”

O Papa Francisco continuou a suas alocução antes do Angelus recordando que todos nós batizados somos chamados a acolher de forma renovada a presença de Deus no meio de nós e a ajudar os outros a descobri-la. Trata-se de uma missão belíssima – parecida com a de João Batista: orientar a pessoas para Cristo – observou o Santo Padre que sublinhou as palavras de S. Paulo na liturgia de hoje:

“S. Paulo indica na liturgia de hoje as condições para ser missionários da alegria: rezar com perseverança, dar sempre graças a Deus, seguir o seu Espírito, procurar o bem e evitar o mal.”

Este deve ser o nosso estilo de vida – continuou o Papa – que concluiu a sua mensagem afirmando que Jesus, não é um personagem do passado mas Ele é a Palavra de Deus que ilumina o nosso caminho. Em Jesus é possível encontrar a paz interior e a força para enfrentar a vida de cada dia mesmo nas situações mais difíceis – afirmou o Papa Francisco que a seguir recitou a oração do Angelus.

Nas palavras que dirigiu à grande multidão presente na Praça de S. Pedro logo a seguir à oração do Angelus, o Papa Francisco saudou sobretudo as crianças romanas que vieram ao encontro do Papa para a tradicional benção dos “bambinelli”, pequenas imagens do Menino Jesus que é organizada pelo Centro dos Oratórios Romanos. O Papa dirigiu-lhes algumas palavras e ofereceu-lhes um presente:

“Queridas crianças, agradeço-vos a vossa presença e desejo-vos um bom Natal! Quando rezardes e casa, junto ao vosso presépio, recordai-vos de mim, como eu me recordo de vós. A oração é a respiração da alma: é importante encontrar momentos do dia para abrir o coraçãoa Deus, mesmo com simples e breves orações do povo cristão. Por isso, hoje pensei de dar-vos um presente a todos vós que estais aqui na Praça: um pequeno livrinho de bolso que tem algumas orações, para os vários momentos do dia e para as diferentes situações da vida. Alguns voluntários vão distribuí-lo. Peguem num e levai-o sempre convosco, como ajuda para viver todo o dia com Deus.”

O Santo Padre saudou os grupos de fieis vindos de todo o mundo, em particular os grupos italianos vindos de Civitella Casanova, Catania, Gela, Altamura, e Frosinone. Saudou também os fieis polacos que neste III Domingo do Advento acendem a tradicional “vela do Natal” reafirmando o empenho na solidariedade especialmente neste Ano da Caritas que se celebra na Polónia.

O Papa Francisco a todos desejou um bom domingo e um bom almoço pedindo que não nos esqueçamos de rezar por ele.

 

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Deixemos que Deus faça de nós um dom para os outros – o Papa durante o Angelus

 

images (88)Numa Praça de S. Pedro repleta de fiéis e antes da oração do Angelus na solenidade da Imaculada Conceição da Virgem Maria o Papa Francisco começou por dizer que a mensagem desta festa se pode resumir nas palavras “tudo é graça, tudo é dom gratuito de Deus e do seu amor por nós” pois o próprio Anjo Gabriel chama Maria “a cheia de graça”. Nela, continuou o Papa, não existe espaço para o pecado, porque Deus escolheu-a desde sempre como mãe de Jesus e  a preservou do pecado original.

E Maria corresponde à graça e abandona-se a ela, dizendo ao Anjo: “seja feito de mim segundo a tua palavra”. Não diz: “eu farei segundo a tua palavra”, mas sim: “seja feito  para mim…”. e o Verbo fez-se carne no seu seio. Também nós somos solicitados a escutar Deus que nos fala e acolher a sua vontade; segundo a lógica evangélica nada é mais produtivo e fecundo  do que escutar e acolher a Palavra do Senhor!

O Papa continuou a sua reflexão reiterando que a atitude de Maria de Nazaré mostra-nos que o ser vem antes do fazer, e que é necessário deixar Deus fazer a Deus para sermos verdadeiramente como Ele quer que sejamos. E sublinhou que Maria é receptiva, mas não passiva:

Como a nível físico recebe a potência do Espírito Santo, mas em seguida dá carne e sangue ao Filho de Deus que se forma Nela, assim no plano espiritual acolhe a graça e corresponde à mesma com a fé. E por isso Santo Agostinho afirma que a Virgem “concebeu primeiramente no coração, antes de conceber no seio”.

Este mistério do acolhimento da graça  que em Maria, através de um privilégio único, era sem o obstáculo do pecado, explicou o Papa, é uma possibilidade para todos:

Do mesmo modo que Maria é saudada por Santa Isabel como “bendita entre as mulheres”, assim, também nós fomos desde sempre “abençoados”, isto é, amados, e por isso “escolhidos  antes da criação do mundo para sermos santos e imaculados”. Maria foi pre-servada, enquanto que nós fomos salvados graças ao baptismo e à fé. Mas todos, tanto ela como nós, por meio de Cristo, “para o louvor  do esplendor da sua graça”, aquela graça da qual  a Imaculada foi cheia, em plenitude.

E o Papa continuou:

Diante do amor, da misericórdia, da graça divina derramada nos nossos corações, a consequência  que se impõe  é somente uma: a gratuidade. Ninguém de nós pode comprar a salvação. Como nós recebemos gratuitamente, também gratuitamente fomos chamados a dar, a exemplo de Maria, que logo depois de ter acolhido o anúncio do Anjo, foi partilhar o dom da fecundidade com a parente Isabel.

E o que cada um de nós recebeu, concluiu o Papa, deve ser dado aos outros deixando que o Espírito Santo faça de nós um dom para os outros; que faça com que nos transformemos em instrumentos de acolhimento, de reconciliação e de perdão, sob a intercessão de Maria que soube manter constantemente o olhar fixo no Filho.

Depois do Angelus o Papa saudou cordialmente aos peregrinos presentes especialmente as famílias e os grupos paroquiais. E, nesta festa da Virgem Imaculada em que  a Acção Católica Italiana vive a renovação da adesão, o Papa dirigiu um pensamento particular a todas as suas associações diocesanas e paroquiais, rezando para que a Virgem Imaculada bendiga a acção Católica e a torne cada vez mais em escola de santidade e de generoso serviço à Igreja e ao mundo. E concluiu dizendo:

Hoje à tarde irei à Santa Maria Maior para saudar a Virgem “Salus Populi Romani” e em seguida à Praça de Espanha para renovar o tradicional acto de homenagem e de oração aos pés do monumento à Imaculada. Será uma tarde toda dedicada à Virgem Maria. Peço-vos de vos unir espiritualmente a mim nesta peregrinação, que exprime a devoção filial à nossa Mãe celeste.

E por fim a todos desejou uma boa festa e um bom caminho do Advento sob a guia da Virgem Maria, tendo concluído com o habitual

“Por favor, não vos esqueçais de rezar por mim. Bom almoço e até à próxima!”

 

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“Caminhar juntos com a força do amor de Cristo”: Papa Francisco aos 20 casais cujo matrimónio celebrou hoje na basílica de São Pedro

 

A poucas semanas do Sínodo que vai ter lugar no Vaticano sobre a família, o Papa Francisco presidiu esta manhã, na basílica de São Pedro, a uma Eucaristia com celebração do matrimônio de 20 casais italianos. Ocorrendo neste dia 14 de setembro a festa da Exaltação da Santa Cruz, as Leituras evocavam o marcha do povo de Israel, no deserto, a caminho da terra prometida. Uma caminhada longa, cansativa, que provoca a reação do povo, que se queixa de Deus.

Mordidos por serpentes venenosas, os israelitas invocam de Deus a cura. E é-lhes dado como “sinal” uma serpente de bronze elevada sobre um estandarte: quem a contemplava cheio de fé , era curado. Um símbolo que se cumprirá plenamente em Jesus, “elevado” na Cruz e “exaltado” depois pelo Pai à glória.

Na homilia, o Papa partiu naturalmente das Leituras proclamadas, a começar pelo primeira que evocava o povo na sua marcha pelo deserto…
Era formado sobretudo por famílias: pais, mães, filhos, avós; homens e mulheres de todas as idades, muitas crianças, com idosos que sentiam dificuldade em caminhar… Este povo lembra a Igreja em caminho no deserto do mundo actual; lembra o Povo de Deus que é composto, na sua maioria, por famílias.

Isto faz pensar nas famílias, nas nossas famílias, em caminho pelas estradas da vida, na história de cada dia…

É incalculável a força, a carga de humanidade presente numa família: a ajuda mútua, o acompanhamento educativo, as relações que crescem com o crescimento das pessoas, a partilha das alegrias e das dificuldades…

A narração bíblica da primeira Leitura referia que a certa altura, o povo israelita «não suportou o caminho»: estavam cansados, faltava a água e comiam apenas o «maná”… Então lamentam-se e protestam contra Deus e contra Moisés

Isto faz-nos pensar nos casais que «não suportam o caminho» da vida conjugal e familiar. A fadiga do caminho torna-se um cansaço interior; perdem o gosto do Matrimónio, deixam de ir buscar água à fonte do Sacramento. A vida diária torna-se pesada, «nauseante».

Referindo o episódio das serpentes venenosas e a serpente de bronze que o Senhor mandou fazer para que quem a olhasse com fé pudesse receber “a sua força que cura”, o Papa sublinhou o sentido deste símbolo: Cristo elevado na Cruz… Quem se entrega a Jesus crucificado recebe a misericórdia de Deus, que cura do veneno mortal do pecado.

Tudo isto se aplica justamente aos casais … O remédio que Deus oferece ao povo vale de modo particular para os casais que «não suportam o caminho» e acabam mordidos pelas tentações do desânimo, da infidelidade, do retrocesso, do abandono…

O amor de Jesus, que abençoou e consagrou a união dos esposos, é capaz de manter o seu amor e de o renovar quando humanamente se perde, rompe, esgota. O amor de Cristo pode restituir aos esposos a alegria de caminharem juntos. 

O matrimônio – observou o Papa quase a concluir – é isto mesmo: o caminho conjunto de um homem e de uma mulher… na reciprocidade das diferenças… Não é um caminho suave, sem conflitos, não… mas isto é a vida! O matrimônio é símbolo da vida, da vida real, não é uma «ficção»! É sacramento do amor de Cristo e da Igreja, um amor que tem na Cruz a sua confirmação e garantia.
O Papa concluiu a sua homilia desejando a todos esses 20 casais uma bela caminhada matrimonial. “Que o amor cresça. Desejo-vos felicidades. Haverá cruzes, mas o Senhor está sempre ali para nos ajudar a prosseguir o caminho. Que Deus vos abençoe!

 

Este o texto integral da homilia do Papa:

A primeira Leitura fala-nos do caminho do povo no deserto. Pensemos naquele povo em marcha, guiado por Moisés! Era formado sobretudo por famílias: pais, mães, filhos, avós; homens e mulheres de todas as idades, muitas crianças, com idosos que sentiam dificuldade em caminhar… Este povo lembra a Igreja em caminho no deserto do mundo actual; lembra o Povo de Deus que é composto, na sua maioria, por famílias. 

Isto faz pensar nas famílias, nas nossas famílias, em caminho pelas estradas da vida, na história de cada dia… É incalculável a força, a carga de humanidade presente numa família: a ajuda mútua, o acompanhamento educativo, as relações que crescem com o crescimento das pessoas, a partilha das alegrias e das dificuldades… As famílias constituem o primeiro lugar onde nos formamos como pessoas e, ao mesmo tempo, são os «tijolos» para a construção da sociedade. 

Voltemos à narração bíblica… A certa altura, o povo israelita «não suportou o caminho» (Nm 21, 4): estão cansados, falta a água e comem apenas o «maná», um alimento prodigioso, dado por Deus, mas que, naquele momento de crise, lhes parece demasiado pouco. Então lamentam-se e protestam contra Deus e contra Moisés: «Porque nos fizestes sair do Egipto?» (Nm 21, 5). Sentem a tentação de voltar para trás, de abandonar o caminho. 

Isto faz-nos pensar nos casais que «não suportam o caminho» da vida conjugal e familiar. A fadiga do caminho torna-se um cansaço interior; perdem o gosto do Matrimónio, deixam de ir buscar água à fonte do Sacramento. A vida diária torna-se pesada, «nauseante». 

Naquele momento de extravio – diz a Bíblia – chegam as serpentes venenosas que mordem as pessoas; e muitas morrem. Este facto provoca o arrependimento do povo, que pede perdão a Moisés, suplicando-lhe que reze ao Senhor para afastar as serpentes. Moisés pede ao Senhor, que lhe dá o remédio: uma serpente de bronze, pendurada num poste. Quem olhar para ela, fica curado do veneno mortal das serpentes. 

Que significa este símbolo? Deus não elimina as serpentes, mas oferece um «antídoto»: através daquela serpente de bronze, feita por Moisés, Deus transmite a sua força que cura, ou seja, a sua misericórdia, mais forte que o veneno do tentador. 
Como ouvimos no Evangelho, Jesus identificou-Se com este símbolo: na verdade, por amor, o Pai «entregou» Jesus, o seu Filho Unigénito, aos homens para que tenham a vida (cf. Jo 3, 13-17). E este amor imenso do Pai impele o Filho a fazer-Se homem, a fazer-Se servo, a morrer por nós e a morrer numa cruz; por isso, o Pai ressuscitou-O e deu-Lhe o domínio sobre todo o universo. Assim se exprime o hino da Carta de São Paulo aos Filipenses (2, 6-11). Quem se entrega a Jesus crucificado recebe a misericórdia de Deus, que cura do veneno mortal do pecado. 

O remédio que Deus oferece ao povo vale também e de modo particular para os casais que «não suportam o caminho» e acabam mordidos pelas tentações do desânimo, da infidelidade, do retrocesso, do abandono… Também a eles Deus Pai entrega o seu Filho Jesus, não para os condenar, mas para os salvar: se se entregarem a Jesus, Ele cura-os com o amor misericordioso que jorra da sua Cruz, com a força duma graça que regenera e põe de novo a caminhar pela estrada da vida conjugal e familiar. 

O amor de Jesus, que abençoou e consagrou a união dos esposos, é capaz de manter o seu amor e de o renovar quando humanamente se perde, rompe, esgota. O amor de Cristo pode restituir aos esposos a alegria de caminharem juntos. Pois o matrimónio é isto mesmo: o caminho conjunto de um homem e de uma mulher, no qual o homem tem o dever de ajudar a esposa a ser mais mulher, e a mulher tem o dever de ajudar o marido a ser mais homem. É a reciprocidade das diferenças. Não é um caminho suave, sem conflitos, não! Não seria humano. É uma viagem laboriosa, por vezes difícil, chegando mesmo a ser conflituosa, mas isto é a vida! O matrimónio é símbolo da vida, da vida real, não é uma «ficção»! É sacramento do amor de Cristo e da Igreja, um amor que tem na Cruz a sua confirmação e garantia. 

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As palavras também matam. Insultar não é cristão – Papa no Angelus deste domingo.

 

images (88)As palavras também matam. Insultar não é cristão – sublinhou o Papa Francisco neste domingo por ocasião da oração Mariana do Angelus juntamente com os fiéis reunidos na Praça de São Pedro.

Inspirando-se na liturgia deste domingo que fala da correcção fraterna na comunidade dos crentes, o Papa recordou:

“Jesus ensina-nos que se o meu irmão comete um erro contra mim, me ofende, eu devo ser caridoso em relação a ele e, antes de mais, falar com ele pessoalmente e explicar-lhe que o fez ou disse não é bom”.

No caso que ele não dê ouvidos, então é preciso – sempre como ensina Jesus – voltar a falar-lhe com uma ou duas outras pessoas, e se mesmo assim não mudar de atitude, então pode-selevar o caso à comunidade. E se não ouvir nem sequer à comunidade, “ocorre fazer-lhe compreender a fractura e o afastamento que ele próprio provocou, destruindo a comunhão com os irmãos na fé” - disse o Papa ilustrando as etapas deste itinerário:

As etapas deste itinerário mostram os esforços que o Senhor pede à sua comunidade para acompanhar quem erra, a fim de que não se perca. É necessário, antes de mais, evitar o clamor da crónica e a murmuração da comunidade”.

Tudo deve ser feito com delicadeza, prudência, humildade, atenção perante o irmão que errou evitando feri-lo, ou mortificá-lo porque, frisou o Papa: “também as palavras matam”. Falar mal, fazer críticas injustas, (…) é matar o outro, as palavras também matam

É sempre melhor falar com o irmão pessoalmente e tudo acaba ali – disse Francisco, sublinhando que o escopo de tudo isso é fazer compreender ao irmão que com o seu erro não só ofendeu a uma pessoa , mas a toda a comunidade. Tem também a finalidade de nos ajudar a libertar-nos da irra e do ressentimento que só fazem mal, provocam amargura no coração e levam a insultar e a agredir. Mas “é feio ouvir da boca de um cristão insultos ou agressões. É feio, eh!, nada de insulto, insultar não é cristão, compreendido!? Insultar não é cristão! 

É que – prosseguiu o Papa – na realidade, “perante Deus somos todos pecadores e necessitados de perdão. Jesus, com efeito, recomendou-nos que não julgássemos, pois a correcção fraterna deve ser um acto de amor, um serviço ao outro.

A correcção fraterna é um aspecto do amor e da comunhão que devem reinar na comunidade cristã, é um serviço recíproco que podemos e devemos prestar uns aos outros”.

Um serviço ao outro! Mas para que esse serviço seja eficaz é preciso que nos reconheçamos todos pecadores necessitados do perdão do Senhor.
É por isso – disse ainda o Papa – que no início da Missa cada um de nós pede perdão pelos próprios pecados, não pelo pecado do outro…

E entre as condições que tornam comuns os participantes na celebração eucarística, dois são fundamentais: todos somos pecadores e a todos Deus dá a sua misericórdia. Devemos sempre recordar isto antes de nos apresentamos perante o irmão para a correcção fraterna”.

Peçamos tudo isto à Beata Virgem Maria, cuja Natividade é recordada na liturgia de amanhã, rematou o Papa…*
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Depois do Angelus, o Santo Padre referiu-se expressamente a duas crises político-militares que o preocupam. Antes de mais, a Ucrânia, onde – disse – “nestes últimos dias se deram passos significativos na busca de uma trégua nas regiões afectadas pelo conflito, na Ucrânia oriental”.

Faço votos de que esses (passos dados) possam assegurar alívio à população e contribuir para os esforços a favor de uma paz duradoura. Rezo para que, na lógica do encontro, possa prosseguir o diálogo iniciado e dar o desejado fruto”.
Relativamente ao Lesotho (país da África meridional), o Papa Francisco declarou unir a sua voz à dos Bispos do país, que lançaram um apelo à paz.
Condeno todos os atos de violência e rezo ao Senhor para que no reino do Lesotho se restabelece a paz na justiça e na fraternidade.”**Partem neste domingo para o Iraque cerca de 30 voluntários da Cruz Vermelha Italiana para levar conforto às dezenas de milhares de deslocados que se encontram concentrados na zona de Erbil.
O Papa referiu-se a eles, exprimindo “apreço por esta obra generosa e concreta, abençoando esses voluntários e todas as pessoas que procuram concretamente ajudar os nossos irmãos perseguidos e oprimidos
E depois de saudar os grupos presentes na Praça de São Pedro, come sempre o Santo Padre concluiu este encontro dominical com os fiéis, pedindo a todos, para que rezem com afecto a Nossa Senhora e “por favor” – disse – “não se esqueçam de rezar por mim”.


Fonte: Rádio Vaticano

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Não cristãos “diluídos”, sal que perdeu sabor: Papa no Angelus, indicando caminho para o evitar: Evangelho, Eucaristia, oração

 

 2014-08-31 12:27:55

 

images (88)O cristão está chamado a viver bem inserido no mundo, mas sem ser “mundano”. O risco é que o sal perca o seu sabor, que percamos a carga de novidade que nos vem do Senhor e do Espírito Santo. – Recordou-o Papa Francisco neste domingo ao meio-dia, na Praça de São Pedro, comentando o Evangelho da liturgia dominical, em que Jesus repreende severamente o Apóstolo por ele “pensar segundo os homens, não segundo Deus” e, portanto, sem dar por ela, estar da parte de satanás, o Tentador.

Também São Paulo, na segunda leitura, exorta os cristãos de Roma a “não se conformarem com este mundo, mas a deixarem-se transformar, renovando o seu modo de pensar, para poderem discernir a vontade de Deus”.

De facto, nós cristãos vivemos no mundo, plenamente inseridos na realidade social e cultural do nosso tempo, e é justo que assim seja; mas isto comporta o risco de nos tornarmos mundanos, o risco de que “o sal perca o seu sabor”… que o cristão se dilua, perca a carga de novidade que lhe vem do Senhor e do Espírito Santo.

Ora deveria ser o contrário – prosseguiu o Papa, observando que “quando nos cristãos permanece viva a força do Evangelho, essa pode transformar (como dizia Paulo VI) “os critérios de juízo, os valores determinantes, os pontos de interesse, as linhas de pensamento, as fontes inspiradoras, os modelos de vida” (Evangelii nuntiandi).

Portanto é necessário renovarmo-nos continuamente, alimentando-nos da linfa do Evangelho.

Mas como conseguir isso, na prática? – interrogou-se o Papa, sugerindo, antes de mais, a leitura e a meditação quotidiana do Evangelho, de tal modo que a palavra de Jesus esteja sempre presente na nossa vida…

E também a participação na Missa dominical, para uma pessoa se encontrar com o Senhor na comunidade, escutando a sua Palavra e recebendo a Eucaristia que nos une a Ele e entre nós. Muito importantes também – lembrou Francisco – dias de retiro e os exercícios espirituais…

Evangelho, Eucaristia, oração: é graças a estes dons do Senhor que nos podemos conformar, não ao mundo, mas a Cristo, seguindo-o no seu caminho, a via do perder a própria vida para a encontrar. Perdê-la no sentido de doá-la, oferecê-la por amor e no amor…

Doar assim a vida – concluiu o Papa – comporta o sacrifício, a cruz, para a receber novamente – purificada, libertada do egoísmo e da hipoteca da morte, plena de eternidade.

Nas saudações conclusivas, já depois da recitação do Angelus, o Papa recordou que nesta segunda-feira se celebra, em Itália, a Jornada para a protecção da natureza criada, tendo desta vez como tema “Educar para a defesa da criação, para a saúde das nossas aldeias e das nossas cidades”…

Faço votos de que reforce o empenho de todos – instituições, associações e cidadãos – para que se salvaguarda a vida e a saúde das pessoas, respeitando também o ambiente e a natureza.

O Santo Padre saudou os parlamentares católicos, reunidos – disse – no seu quinto Encontro Internacional, encorajando-os a viver o delicado papel de representantes do povo, em conformidade com os valores do Evangelho

.A concluir, o Papa pediu, como sempre, que se reze por ele e a todos desejou bom domingo e… bom almoço…

Fonte: NEWS.VA

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Papa Francisco celebra Angelus na Praça São Pedro

No último domingo, o Papa convidou todos a pensar na resposta que daríamos à pergunta: “Quem vocês pensam que eu sou?”

 

Atualizado em 25/08/2014 às 08h41


                                                             

                                                                   Foto: Rádio Vaticano

Antes de rezar o Angelus com os milhares de fiéis, peregrinos e turistas reunidos na Praça São Pedro no último domingo, 24, Francisco recordou que o Evangelho do XXI Domingo do Tempo ordinário apresenta o célebre trecho do relato de São Mateus em que Simão, em nome dos Doze, professa sua fé em Jesus como “o Cristo, o Filho de Deus vivo”. “Por isso, disse o Papa, Jesus chama Simão de “bem-aventurado”, pois reconhece em sua fé um dom especial do Pai, e lhe diz: “Tu é Pedro, e sobre ti construirei a minha Igreja”.

 

O Bispo de Roma explicou que Jesus atribui a Simão o nome “Pedro”, que na sua língua se diz “Kefas”, palavra que significa “pedra”; e recordou que na Bíblia, o termo “pedra” é referido a Deus. “Jesus não confere este nome a Simão por suas qualidades ou virtudes humanas, mas por sua fé genuína e firme, que também nós devemos ter”, esclareceu, completando:

 

“Jesus sente uma grande alegria porque reconhece em Simão a mão do Pai e a ação do Espírito Santo que lhe deu uma fé “confiável”, sobre a qual o Senhor poderia edificar sua Igreja, ou seja, a sua comunidade”.

 

O Papa disse ainda que o Senhor pensava na imagem de ‘construir’, tinha a comunidade como um edifício. Por esta razão, quando ouve a profissão de fé genuína de Simão, o chama ‘pedra’ e manifesta a intenção construir sua Igreja sobre esta fé.

 

“Este Evangelho interpela cada um de nós, porque quando o Senhor encontra em nosso coração uma fé – não digo perfeita – mas sincera e genuína, ele vê em nós pedras vivas, com as quais construir sua comunidade. Todo batizado é chamado a oferecer a Jesus a sua própria fé – pobre, mas sincera – para que Ele continue construindo a sua Igreja em todas as partes do mundo”, disse.

 

O Pontífice comentou que em nossos dias, as pessoas pensam que Jesus é um grande profeta, um mestre de sabedoria, um modelo de justiça. E concluiu convidando todos a pensar na resposta que daríamos à pergunta: “Quem vocês pensam que eu sou?”.

Fonte: Rádio Vaticano

 

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